terça-feira, 9 de novembro de 2010

FIM DAS FILMAGENS - CAO HAMBURGER

Acabamos as filmagens e voltamos a São Paulo.
Depois de passar tanto tempo a céu aberto, sol, rios, mata...
Dormimos a ultima semana nas enormes e incríveis ocas dos Yawalapitis, ouvindo os sons do Xingu e acordando ao som das mulheres da aldeia cantando em seu dia de festa.
Parecia um sonho.
No ultimo dia no Xingu, acordamos as 4 da manhã com lindas índias cantando e dançando... Entravam e saiam das ocas com uma música linda...depois pedi para traduzirem... Eram canções alegres que falavam de coisas simples da vida, como as nossas canções. Os índios não são tão diferentes de nós.... São só mais alegres, menos estressados, mais inteiros....menos idiotas. Ou menos idiotizados por séculos de uma sociedade que nos impõe padrões de felicidade.
Conviver com uma sociedade diferente da nossa, nos serve de espelho. Olhamos para nós mesmos de outra forma.
Mas esse é outro assunto.
Agora estamos em uma sala escura editando as imagens incríveis que captamos nessa aventura que vocês puderam acompanhar nesse blog.
Queria agradecer de coração a todo o elenco e a equipe que se comportaram como verdadeiros heróis.
Sinto que houve uma entrega e dedicação de todos a essa história, a esse universo.
Ao elenco principal, os três mosqueteiros, Felipe, João e Caio, que praticamente trabalharam todos os dias, e passaram por provas de força e caráter para dar conta de interpretar em condições difíceis, apesar do conforto que a produção sempre lhes garantiu.
Ao elenco indígena, pela dedicação, concentração e talento que tivemos a honra e o prazer de desfrutar.
A equipe tecnica heróica e parceira, guerreira, talentosa e profissional.
A Bel Berlinck, produtora e produtora executiva que chamou a responsabilidade para si e junto com Marcelo Torres, diretor de produção, nos conduziu por esse Brasil afora.
Aos produtores Fernando Meirelles, Andrea Barata e Bel, pela confiança e apoio.
Aos irmãos Villas Boas pela inspiração.
A todos que nos ajudaram a entender essa história.
Estes são agradecimentos parciais, porque ainda não acabamos.
Estamos começando a última e derradeira etapa.
A montagem e finalização.
Até já!
Cao Hamburger

Foto de Equipe from Xingu O Filme on Vimeo.



segunda-feira, 25 de outubro de 2010

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Parque Indígena do Xingu

Depois de Palmas e Miracema do Tocantins as filmagens seguiram para o coração do Brasil, no Parque Indígena do Xingu, no estado do Mato Grosso.
Afim de que a nossa presença interferisse o mínimo possível na rotina do Parque, uma equipe reduzida embarcou para lá, onde as filmagens duraram 6 dias. O blog passa a contar a partir de agora um pouco mais sobre o Parque que foi a principal conquista dos irmãos Villas Bôas.

O Parque Indígena do Xingu from Xingu O Filme on Vimeo.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Câmera! Ação!

Durante as filmagens, quando a assistente de direção Marcia Faria pedia "câmera" e "ação" a arara Laura, que interpreta o animal de estimação de Orlando Vilas Bôas, repetia os comandos. Encerramos a semana com mais uma participação da arara Laura no blog.

Câmera! Ação! from Xingu O Filme on Vimeo.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

UM OUTRO OLHAR

Não foram raras as vezes que a curiosidade dos índios recaiu sobre os equipamentos de filmagem da equipe do filme e do making of. Com a câmera emprestada Yanu Yawalapiti captou este momento que vemos no vídeo abaixo.

UM OUTRO OLHAR from Xingu O Filme on Vimeo.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

XAVANTINA - A LOCAÇÃO



Set de filmagem em Miracema do Tocantins. Começo da expedição Brasil Central.




Miracema do Tocantins foram um dos últimos set's de filmagem do filme Xingu. Representa o ínicio da jornada dos irmãos Villas Bôas.






O Rio Tocantins passa por Miracema. Durante o intervalo do almoço grande parte da equipe aproveita para se refrescar nessas águas cristalinas e fresquinhas.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

XAVANTINA

Xavantina é o marco inicial da expedição dos irmãos Villas Bôas. A cidade, era na época, a última cidade conhecida, "mapeada" pelo homem branco. A equipe de arte reconstruiu esse cenário em Miracema do Tocantins, próximo à Palmas. Como muitos dos outros cenários que representaram uma cidade pela qual os irmãos passaram, esta locação foi feita do outro lado do Estado, longe da verdadeira Xavantina. Saiba um pouco mais sobre essa construção.

Xavantina from Xingu O Filme on Vimeo.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Sobre o contato com os Índios

Caio Blat fala um pouco sobre o contato com os índios durante as filmagens. É importante salientar, que todos nós, equipe e elenco, ficamos tocados pela convivência com eles. Kaiabis, Yawalapitis, Wauras, Kuikurus, Xavantes, Khraos, todas as etnias, cada qual com suas particularidades nos encantaram neste tempo de intercâmbio entre culturas. O blog do Xingu ainda vai contar um pouco mais sobre eles, as impressões e os aprendizados.

Impressões sobre os índios from Xingu O Filme on Vimeo.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Lendo com as galinhas

No dia em que Felipe Camargo chegou ao set Caio Blat contou à ele uma pequena passagem sobre Cláudio Villas Bôas, livros e galinhas.
O blog dá uma pausa na apresentação dos atores para ouvir este "causo".

Lendo com as galinhas from Xingu O Filme on Vimeo.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

ATORES

Finalmente, os atores!
No post de hoje, Cao Hamburger fala da escolha dos atores principais do filme.
Os próximos posts serão dedicados a eles.
Cada um vai apresentar seu personagem no blog e contar da experiência de filmar Xingu.
João Miguel, Felipe Camargo e Caio Blat são os irmãos Villas Bôas.
Maria Flor e Fábio Lago também estão no elenco.

O blog esquentou!

Acompanhem:

Cao fala sobre elenco from Xingu O Filme on Vimeo.





segunda-feira, 13 de setembro de 2010

A luz das locações

No vídeo de hoje nosso gaffer, Marcelinho, conta um pouco como é o processo de pré-produção da equipe de fotografia. A visita prévia as locações é uma etapa importante para a criação do plano de filmagem, entre outras questões.


Pré-produção de fotografia from Xingu O Filme on Vimeo.

sábado, 11 de setembro de 2010

Jaca

Hoje eu comi tucunaré. Comi pacu. Comi caranha. Pirarucu. Quase comi ariranha que caiu n'água, mas piranhas pegaram ela primeiro. Não sei por que, mas o rio anda cheio de casquinhos correndo, voando por cima das minhas águas e fazendo barulho com aquele óleo todo. Mais barulho que a balsa faz. Ficar na beira é bom, fiquei na areia a tarde toda anteontem, mas ontem não fui lá por causa do movimento. Gente demais andando, e quando gente demais anda só é problema. Não pode ser coisa boa o que vem de lá, ainda mais com esse tanto de casquinhos, que eles ficam indo para lá e para cá. Apesar disso, ainda acho que me sobra uma coisinha disso. Alguém ainda há de pular nesse meu riozão, e aí, não tem piranha que me tire de cima.

Texto escrito e enviado por Alê, o jacaré que mora na margem oposta do nosso set de filmagem.






Foto tirada no set de filmagem em Caseara.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Produção e desprodução de arte

O Diretor de Arte Cassio Amarante, em uma das locações do filme, fala das etapas de produção e desprodução de arte, em especial da cenografia.

Produção e desprodução de arte from Xingu O Filme on Vimeo.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

A matemática do som

Paulo Ricardo, responsável pela captação de som do filme, fala sobre a complexa matemática de microfones e gravadores, necessária para garantir a boa qualidade de áudio das cenas.

Som direto from Xingu O Filme on Vimeo.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Caseara

Após 3 semanas de filmagens na região do Jalapão no Tocantins, a equipe de filmagem cruzou o estado de leste a oeste e agora está na cidade de Caseara, na divisa do estado com o Pará. Veja no vídeo com a produtora Bel Berlinck os motivos dessa mudança.

Caseara from Xingu O Filme on Vimeo.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Steady-cam

Veja no vídeo abaixo a equipe de fotografia falando do uso do steady-cam (equipamento de estabilização de imagens) nas filmagens do Xingu.

Steady from Xingu O Filme on Vimeo.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Pinturas corporais II

Nossa maquiadora Anna Van Steen mostra como é o processo de produção das pinturas corporais indígenas para uma das cenas do filme.

Pinturas Corporais II from Xingu O Filme on Vimeo.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Os Yawalapitis

O Alto Xingu é composto por várias etnias. A dos Yawalapitis é uma delas.
Eles estiveram conosco por 3 semanas. Um período pequeno para conhecer um povo tão cheio de histórias. Foi realmente surpreendente ver pessoas que nunca foram ao cinema, interagirem tão bem com a câmera. Pareciam sentir-se a vontade, e com vontade. Vontade de contar sua história, a história do Xingu.
Enquanto trabalhávamos juntos enfrentando calor, cansaço, mosquitos, pudemos ainda aprender muito com eles. Durante as folgas os Yawalapitis dançavam na praça do "Lado de Lá" (São Félix) e faziam pequenas oficinas com direito a pulseiras, colares, enfeites, e tatuagens de genipapo. É impressionante sua dedicação em dividir seus conhecimentos e revelar sua cultura.
Aqui temos dois vídeos. Em um deles eles dançam para a equipe desejando boa sorte para o filme.

Dança from Xingu O Filme on Vimeo.



Ultimo dia Yawalapitis from Xingu O Filme on Vimeo.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Coisas de um longa

Fazer um filme, seja lá qual sua função no processo, é algo único para cada pessoa. Pra quem trabalha com cinema, estar no set é o momento mais esperado, o ápice da realização da obra.

Viver a rotina de cada dia de filmagem é embarcar numa viagem longa e cheia de aventuras. Tudo é muito planejado, mas os imprevistos completam a experiência.
Estar nas filmagens de Xingu é viver como os heróis desbravadores que nos orgulhamos de retratar nos rolos de película.

A saudade da rotina, da família, cachorros e confortos urbanos pode ser difícil em certos momentos, mas quando se faz um filme, todos são transportados para o outro mundo que vieram descobrir. Vestem as mesmas roupas, comem a mesma comida, lidam com lagartos, aranhas, cobras, vacas e tucanos, respiram o mesmo ar puro.

Tem que ter bom humor, mas isso é fácil, basta olhar pros lados, pra frente, pra cima, pra baixo e pra trás. O lugar é lindo, as pessoas surpreendentes e a natureza viva!

Bom fim de semana para todos.

Sem internet from Xingu O Filme on Vimeo.



Folga de equipe from Xingu O Filme on Vimeo.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Sobre as lutas do filme

Ariela, ainda na fase de pré-produção, gravou esse vídeo que postamos pra vocês hoje. Ela fala dos ensaios das lutas que fazem parte do filme e nos mostra um pouco mais desse processo.


Ariela e as lutas from Xingu O Filme on Vimeo.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

O Jalapão

Adeus Jalapão

O Jalapão sempre foi para mim, um daqueles lugares que via nos livros de turismo, aventura, parques nacionais e literatura do gênero.
Algumas vezes pensava que um dia, quando desse, iria para lá.

Esse dia chegou junto com as filmagens de Xingu. Optamos por fazer parte do filme lá no Jalapão. Queremos ficar o menos possível dentro do Xingu. A idéia é causar o menor impacto, e uma equipe de cinema não costuma ser uma coisa pequena. Por isso fomos para o Tocantins.

O Jalapão foi uma surpresa. Para chegar lá viajei 4 horas de carro a partir de Palmas numa estrada quase toda de terra.
Na estrada a magnitude do lugar começa a aparecer. Um planalto onde se tem visão de 360 graus, cercado por chapadões que parecem a távola dos deuses.



Cheguei a São Felix, cidade onde estamos baseados. Fui direto ao set que está instalado em frente a um rio que é simplesmente magnifico. As cores variam entre o azul, verde e amarelo, com uma água limpa, transparente e refrescante.



Todo o dia a natureza nos brindava com espetáculos visuais de tirar o fôlego. Os pores-do-sol mais lindos que já vi, revoada de araras, tucanos e papagaios. Siriemas, emas e até um urubu rei brancão eu vi.




Hoje não resta dúvida de que tomamos a decisão certa de levar as filmagens para o centro do Brasil, onde os irmãos Villas Boas viveram grande parte de suas vidas. Olhando o material que vai sendo revelado, podemos ver impresso no filme a força bruta da natureza selvagem. Essas imagens nos dão uma idéia da aventura que os irmãos viveram. Os caras eram bem loucos!

O Jalapão vai deixar saudade, apesar do calor infernal que faz. Ainda voltarei aqui para conhecer melhor a região que tem muita coisa bacana. Dunas, cachoeiras, rafting e rios lindos.
Um dos nossos motoristas é um guia local que recomendo para quem quiser conhecer o Jalapão. O cara conhece tudo e é um contador de causos de mão cheia. O nome dele é Genival e telefone 63-9283 2545.

Andrea Barata Ribeiro




Se de dia o Sol torra o côco amolecendo o corpo, a noite, quando escurece, gela a alma e endurece os músculos. Coisa de deserto mesmo, coisa que de fato encontramos. Algo tão natural quanto passar repelente contra infinitos mosquitinhos ou coçar suas picadas, indiferentes `a essa proteção, é enxugar dois ou três copos de água seguidos. Assim, o batido "que tempo maluco, né?" deixa de ser o chavão da falta de assunto para se tornar um assunto de fato e direito. Mordidas, frio, calor, cansaço. Ponderando isso, em troca do que temos de positivo por aqui, deixo uma pergunta simples no ar: vale?




Se fosse pelas pessoas que conhecemos, meu último post já teria respondido muito bem essa pergunta, porém, fiquemos agora com um pouco que há de paisagem para tentar dar-lhe uma resolução. Esse é o lugar onde estamos.



Quico Meirelles

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Figurino e adereços dos Caciques

A preparação dos figurinos e adereços do elenco indígena teve o suporte de Takan, que é da etnia Yawalapiti e possui uma loja de artigos indígenas em Canarãna, da qual saíram boa parte dos adereços usados pelos índios. Aqui ela nos explica um pouco sobre os adereços usados pelos caciques em uma cena específica do filme.

Takan e adereços from Xingu O Filme on Vimeo.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

O Fervedouro

Andrea Barata Ribeiro, Produtora do longa e sócia da O2 Filmes, vai até o Jalapão encontrar a equipe e acaba se deparando com um lugar cheio de mistérios.




quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Impressões

Quico Meirelles, nosso estagiário de câmera, comenta suas impressões. Achamos que o texto dele traria para vocês, leitores do blog, um pouco do que estamos vivenciando nas filmagens do Xingu:

No Tocantins, aqui pra esse lado, nos prados e cerrados, já é quase tempo de cajus, quase tempo de pequis. Nos nossos sets de filmagem, por outro lado, a equipe parece ignorar completamente isso. Mesmo passando batido, há algo porém que não escapa a ninguém e que não deixa de nos encher os olhos e emoções todos os dias e esse algo são os índios que nos acompanham todo o tempo. Absolutamente todos os atores e equipe das mais diferentes etnias, Kaiabis, Yawalapitis, Kraoos, etc, nos comovem e impressionam constantemente. Seja por sua total entrega ao projeto, pela beleza com que executam suas tarefas, pela dedicação que têm ao nos ensinar a sua cultura ou simplesmente, mas não menos importante, pela sensibilidade no trato pessoal com todos. A impressão que deixam até agora não poderia ser mais positiva. A cada dia que passa as pessoas da equipe ficam mais próximas a eles e aprendem mais daquilo que eles tanto conhecem e ao que as vezes damos tão pouco valor.
Assim, fica aqui uma pequena amostra de fotos tiradas ao acaso e que só comprovam a teoria de que mesmo que seja muito besta a fotografia tirada, mas que conte com eles como modelos, sempre terá ao menos um quê de estranho e belo que não sabemos explicar exatamente o que é.
Quico Meirelles


quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Estrutura para equipe e elenco

O Diretor de Produção, Marcelo Torres, mostra como hospedar e alimentar 150 pessoas em uma cidade com uma única pousada e 2.000 habitantes.

Hospedagem e estrutura from Xingu O Filme on Vimeo.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Usando a Luz do Sol

Adriano Goldman, diretor de fotografia, fala do uso da luz do sol no filme e como ela é usada para iluminar as cenas, e também para ajudar a contar a história.

Adriano e a luz do sol from Xingu O Filme on Vimeo.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

O som na mata

Paulo Ricardo, Técnico de Som, fala da captação de som e dos desafios enfrentados ao se filmar na mata.

O som na mata from Xingu O Filme on Vimeo.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Pinturas Corporais

Para os testes das pinturas corporais indígenas contei com a colaboração da equipe e de alguns índios atores que se deixavam pintar. Além disso, quando os índios estavam na Aldeia, realizávamos os cortes de cabelo de acordo com os costumes da sua etnia. Eu trazia a pasta com as informações sobre a época do nosso roteiro, que começa nos anos 40 e eles colaboravam com as tesouras.
Fizemos cortes a quatro mãos e cada vez mais, estou gostando muito deles.
Depoimento de Anna Van Steen, maquiadora.

Pinturas Corporais from Xingu O Filme on Vimeo.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Descontração

As filmagens começaram colocando a equipe no clima da aventura que os Irmãos
Villas Bôas viveram.
Cerrado, rios, florestas, corredeiras, pistas de pouso. Estas são algumas
das locações em que foram filmadas as primeiras cenas do Xingu. Cenas de ação,
com aviões, canoas, índios e os irmãos Villas Boas. É o início da
expedição do irmãos e da equipe.
Apesar das difíceis condições e da difícil adaptação ao novo ambiente a
equipe e o elenco não perdem o bom humor.
Ao fim da primeira semana de filmagem, postamos 2 vídeos de momentos de
descontração.

Descontração 1 from Xingu O Filme on Vimeo.



Descontração 2 from Xingu O Filme on Vimeo.





terça-feira, 27 de julho de 2010

O primeiro dia de filmagem

Enfim, começamos as filmagens. A sexta feira, 23 de Julho, foi um dia intenso que carregou toda a expectativa de meses de pré produção.
Começamos a filmar com uma cena de caminhada pelo cerrado. Uma bela cena para um início. A locação é São Felix, Tocantins.
Foram 4 deslocamentos e mais de 60 pessoas, entre atores e equipe, trabalhavam com um sorriso no rosto.
Dava pra sentir o entusiasmo por começar a realizar o que vem sendo planejado há tanto tempo.

Um belo filme está por vir!

1o Dia - depoimentos from Xingu O Filme on Vimeo.



1o dia - time lapse from Xingu O Filme on Vimeo.

Time lapse. Uma tarde em 30 segundos.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Início das filmagens de Xingu

“O inicio das filmagens lembra a partida de um navio. Vamos começar a viagem!”
Cao

Início filmagens from Xingu O Filme on Vimeo.



Hoje começam as filmagens de Xingu, a mais nova produção da O2 filmes. Quem assina a direção é Cao Hamburger, do filme O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias e também da cultuada serie infantil Castelo Rá-tim-bum. Atores, equipe e o diretor estão na expectativa para recontar a saga dos Villas Bôas, sertanistas que, movidos por seus ideais, decidiram se aventurar em territórios brasileiros até então inexplorados (ou pouco explorados). Numa viagem sem paralelo na história do país, os três irmãos enfrentaram batalhas, percorreram 1000km de rios, 19 campos de pouso abertos, entraram em contato com 14 tribos indígenas, desbravaram 43 vilas e cidades, e abriram 1500km de picadas na floresta, enfrentando também muitos perigos durante sua marcha, como surtos de malaria, que totalizaram mais de 200. Claudio (interpretado no filme por João Miguel), Orlando (Felipe Camargo) e o irmão mais novo, Leonardo (vivido por Caio Blat) foram importantes personagens na construção de uma mentalidade de proteção e preservação, e, juntos, fundaram o Parque Nacional do Xingu, importante reserva ecológica e indígena. Você confere abaixo o texto em que o diretor Cao Hamburger agradece a todos que toparam participar desta jornada. Vamos começar a viagem!

Agradecimentos

A Fernando Meirelles pelo convite para desenvolver esse projeto.
A dona Marina Villas Bôas, seus filhos Noel e Vilinha, e toda a família Villas Bôas, pela confiança em nos deixar contar um ponto de vista dessa incrível história com toda a liberdade.
Aos produtores e colaboradores que vem se dedicando a essa empreitada, ajudando a tornar realidade essa obra de ficção, baseada livremente em fatos reais.

Embora a ficção nunca dê conta da realidade, principalmente em se tratando de vidas e personagens tão exuberantes, esperamos realizar um filme que divirta, emocione e faça a humanidade refletir seu destino, lançando luz novamente sobre a obra dos irmãos Villas Bôas.

Cao

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Os Atores e o Xingu

Minha missão neste filme é encontrar atores no Xingu. Nunca achei que seria difícil, mas, nunca cheguei a imaginar que eles seriam tão incrivelmente disponíveis, sensíveis e entrariam na brincadeira, no jogo com tanta verdade. Viajei pelo Xingu durante três meses, testando possíveis atores para o nosso filme em 20 aldeias e sete etnias diferentes que falam línguas distintas.
Comecei em Canarana, passei por Tanguro, Ayha, Posto Leonardo, Waura, Yawalapiti, Tuiararé, Diauarum, Itai, Sobradinho, Três Patos, Ilha Grande, Guarujá, Moitará, Capivara, Iguaçu, Maracá, Mupada. Testei aproximadamente umas quatrocentas e cinqüenta pessoas para encontrar quem viveria os personagens do nosso filme.
Morei nas casas dos índios, comi coisas que nunca imaginei comer um dia, de mingau de Pequi a lingüiça de Anta.
Principalmente encontrei o que eu procurava, os atores, através de um teste, um jogo que eles entenderam muito bem e jogaram melhor ainda.
O jogo consiste em fazer com que cada candidato conte uma história que aconteceu com ele para uma mochila com um chapéu em cima.
O placar neste jogo aumenta a partir de três curtas e simples regras: 1- acreditar que a bolsa com o chapéu é um amigo ou amiga, 2- ignorar a presença de todos que estiverem ali presentes e se relacionar apenas com o amigo (mochila com chapéu), 3- usar as mãos e aproveitar os gestos que são genuínos e só deles.
Jogo estabelecido e placares abertos, conseguimos ter a grande alegria de encontrar não só atores incríveis, inteligentes e verdadeiros, como principalmente fazer grandes e bons amigos.
Agora estamos no momento em que trazemos do Xingu para o Tocantins nossos atores. Eles ensaiam e em breve filmam.
Tudo vai bem. Estamos todos, brancos e índios, felizes.

Chico Accioly, Produtor de Elenco Indigena de Xingu.

Os atores e o Xingu from Xingu O Filme on Vimeo.






quinta-feira, 15 de julho de 2010

Tech Scout

Um scout de locações define os locais onde serão feitas as cenas de um filme.
No nosso caso, para a etapa que será filmada em Tocantins, foram 7 dias de scout na busca para encontrar os lugares mais espetaculares e que sejam propícios para as filmagens.
Acompanhe Daniela Carvalho, AD, nos contando um pouco mais e logo abaixo, Cao, Adriano, Cássio e equipe descobrindo os melhores pontos de uma locação.

Tech Scout 1 from Xingu O Filme on Vimeo.



Tech Scout 2 from Xingu O Filme on Vimeo.



segunda-feira, 12 de julho de 2010

Produção de Figurino

Sertanejos, expedicionários, índios. Estes são alguns dos personagens que a equipe de figurino deve caracterizar no filme Xingu. Como sendo um filme de época, o longa retrata um período de mais de três décadas na vida dos personagens, além disso, o figurino dos personagens precisa ser envelhecido para caracterizar o desgaste das roupas em função do longo período vivido na mata . Este trabalho minucioso é coordenado por Verônica Julian, figurinista do longa.
No vídeo abaixo, ela nos mostra um pouco da pré-produção.
São mais de 4000 peças que devem vestir todo o elenco entre principais, coadjuvantes e figurantes.
Hoje um caminhão de 7 metros chegou a Palmas com o figurino completo, pronto para as filmagens!

Produção de figurino from Xingu O Filme on Vimeo.






quinta-feira, 8 de julho de 2010

Objetos e Adereços

Em um filme de época, muito precisa ser reconstituído. Alguns objetos antigos que ajudam a contar a história não existem mais e precisam ser recriados pela equipe de arte. Os produtores de objetos, aderecistas e os artistas gráficos são os responsáveis por este trabalho de pesquisa e manufatura praticamente artesanal.Vejam o vídeo sobre o cuidadoso trabalho dessa turma.

Objetos e adereços from Xingu O Filme on Vimeo.








terça-feira, 6 de julho de 2010

Descobrindo a fotografia

Adriano Goldman, visitando as locações, fala da vida dos irmãos Villas Bôas e da aventura de refazer a trajetória dos nossos heróis.

Descobrindo a Fotografia from Xingu O Filme on Vimeo.










Adriano Goldman em teste de câmera.































Crédito das fotos: Guilherme Ramalho


terça-feira, 29 de junho de 2010

O começo

Estou trabalhando no projeto ‘Xingu’ há aproximadamente quatro anos.
Estava me preparando para participar do Festival de Cinema de Berlim, com o filme "O Ano em que meus pais saíram de férias", quando a O2 Filmes me apresentou o livro “A Marcha para o Oeste”, de Orlando e Claudio Villas Bôas. Noel Villas Bôas, filho do Orlando, foi quem os procurou dizendo que a história dos Villas Bôas estava esquecida, que as novas gerações precisavam conhecer essa história e esses caras, etc.
Minha primeira reação foi de susto.
Conhecia um pouco a história dos caras, sabia que era algo muito grandioso e ao mesmo tempo me bateu o receio: falar de heróis nacionais superficialmente, sem poder aprofundar os conflitos e as contradições humanas.
Então propus que fizéssemos uma pesquisa para entender os diferentes pontos de vista dessa história incrível, entender as ambiguidades, os dramas e todo o potencial dramático envolvido na história.
E assim começou esse projeto.
Chamamos Maíra Buhler, antropóloga e diretora de documentários, para realizar uma pesquisa inicial.
Foi o bastante para nos apaixonarmos pela incrível história dos irmãos Villas Bôas e de todos que dela participaram.
Achamos uma história repleta de aventura, drama, suspense.
Personagens complexos e instigantes e um universo de questões filosóficas, políticas e humanas.
Tudo que um bom filme precisa.

A pesquisa
Para aprofundar a pesquisa iniciada com Maíra Buhler, fomos a campo conversar com as pessoas que conviveram com os irmãos e/ou fizeram parte da saga.
Índios, brancos, amigos, não tão amigos, estudiosos, críticos, familiares.
Percorremos arquivos, lemos livros, vimos filmes e fotografias.
Fomos ao Parque do Xingu duas vezes.
Colhemos material que daria para contar muitas histórias, talvez mais de um filme.
Foi um trabalho primoroso de pesquisa.
Uma viagem no tempo e no espaço.
Por entre picadas, rios, cerrados e matas.
Conversas em bares, universidades, casas, ocas, aldeias.
Muitas línguas e culturas diferentes.
Povos que habitavam o que hoje chamamos de Brasil, muito antes de Cabral.
Nos deparamos com quem desbravou o "Brasil desconhecido" e com quem foi "invadido".
Um assunto polêmico, explosivo e extremamente contemporâneo.
Ainda hoje o embate entre o "progresso" da civilização dita civilizada e o equilíbrio sócio-ambiental das civilizações ditas primitivas está em questão no Brasil e no mundo.

Próximos passos
Bem, agora estamos em pré-produção.
Truffaut dizia que fazer um filme é fazer três filmes. O primeiro é o roteiro (nos próximos posts contarei mais sobre essa etapa). O segundo é filmar o roteiro. O terceiro é editar o material filmado. E, em cada uma dessas etapas, parece que tudo começa do zero novamente.
Estamos acabando o primeiro filme e começando o segundo filme.
Abrindo novas picadas, percorrendo novos territórios.

De algum lugar entre Brasília e Palmas-TO, 30 de junho de 2010.

Cao







Reunião de análise técnica com equipe









Equipe de direção com Caio Blat










Cao Hamburger e Caio Blat

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Direção de arte

Diferente dos filmes convencionais, “Xingu”, além de precisar ser filmado em muitos lugares em que a natureza esteja intocada, muitas locações têm de ser construídas. Quer dizer, temos que escolher um recanto, ou uma beira de rio, ou uma mata, para aí produzirmos a casa ou casas que compõe(m) um determinado set. Temos que fazer assim, pois os locais onde a história dos irmãos Villas Bôas se passa, ou não existem mais, ou foram profundamente modificados.
Desde o princípio do projeto ficou claro que não seria possível filmar tudo dentro do Parque do Xingu. Por essa razão, partimos para procurar nosso Xingu cenográfico nos estados de Mato Grosso e Tocantins. Nossa intenção é rodar o essencial no Parque e completar as filmagens em locais parecidos.
Nesta fase de pesquisa de locações, o maior problema que temos encontrado é descobrir locais onde não haja desmatamento causado pelos tratores da agropecuária, e/ou onde as cidades não tenham sujado os rios.
No fundo, ao que parece, o Brasil é um “Xinguzão”, sendo atacado por todos os lados pelo nosso progresso.
Cassio Amarante – Diretor de Arte

Direção de Arte from Xingu O Filme on Vimeo.








Mapa de arte do Posto Leonardo












Maquete do Posto Diauarum













Croquis de arte













Maquete cenográfica do Posto Leonardo















Construção do cenário do Posto Leonardo em São Félix do Tocantins












Posto Leonardo agora quase pronto