sexta-feira, 4 de março de 2011

TRILHA SONORA

Parte fundamental na realização de um filme, a trilha sonora é um dos processos mais delicados e que exige dedicação por parte de seus criadores. Ela, somada às imagens, ações e diálogos, é responsável pela condução e narrativa da história, principalmente quando se trata de emoções e conflitos entre os personagens.

Beto Villares, músico e compositor responsável pela trilha sonora de “Xingu”, contou um pouco sobre o processo de criação das canções que serão usadas como pano de fundo para a história do longa metragem dirigido por Cao Hamburger.

Uma vivência intensa e diária com sons gravados em várias aldeias do parque foi realizada para se ter idéia das canções, melodias e sons que fazem parte da vida dos índios do Xingu.

Beto afirma que seu objetivo é criar uma trilha original, permeada pelos sons do Xingu, e que deixe clara a influência da música de raiz dos indígenas.

Partindo de um processo simples, onde trabalha na maioria do tempo sozinho, apenas com auxílio de um assistente de criação e um técnico de som, Beto foi à busca de novos timbres e sonoridades, usando materiais e elementos do próprio meio ambiente das aldeias. Um exemplo disso são os bambus de diversos tamanhos e formas diferentes, os quais o músico usou para criar novos instrumentos.

Além disso, as canções contarão com sons das próprias aldeias, muitos deles tirados das gravações realizadas durantes as filmagens do longa.

Beto espera ainda inserir um quarteto de cordas nas composições, o que deixará a trilha mais intensa. No momento, ele conta com a participação do flautista Gil Duarte, para fazer algumas gravações, e trabalha com texturas dedilhadas, compostas através do uso de violões, violas caipiras e demais instrumentos de corda.

O trabalho é delicado e minucioso, repleto de novas descobertas e experiências sonoras; mas é nessa busca por pequenos detalhes que a trilha sonora de “Xingu” se torna cada vez mais grandiosa. O resultado final poderá ser visto na tela, mas já dá para se ter uma pequena noção do que veremos e ouviremos muito em breve.


Na foto: O diretor Cao Hamburger ao lado de Beto Villares, em visita à O2 em outubro de 2010.

2 comentários:

Victor Rodrigues disse...

Cao,

Nem ouvi a trilha ainda, mas escolher o Beto Villares foi muito bom :D

Tirando pelo que conheço dele, o excelente trabalho que ele fez em Nazaré da Mata, fiquei com boas expectativas!

Alyssön repúdio disse...

trabalho em um programa de radio sobre trilhas sonoras e gostaria de ter acesso as musicas do filme. obrigado.
alyssoncomunicacao@gmail.com