quinta-feira, 29 de julho de 2010

Descontração

As filmagens começaram colocando a equipe no clima da aventura que os Irmãos
Villas Bôas viveram.
Cerrado, rios, florestas, corredeiras, pistas de pouso. Estas são algumas
das locações em que foram filmadas as primeiras cenas do Xingu. Cenas de ação,
com aviões, canoas, índios e os irmãos Villas Boas. É o início da
expedição do irmãos e da equipe.
Apesar das difíceis condições e da difícil adaptação ao novo ambiente a
equipe e o elenco não perdem o bom humor.
Ao fim da primeira semana de filmagem, postamos 2 vídeos de momentos de
descontração.

Descontração 1 from Xingu O Filme on Vimeo.



Descontração 2 from Xingu O Filme on Vimeo.





terça-feira, 27 de julho de 2010

O primeiro dia de filmagem

Enfim, começamos as filmagens. A sexta feira, 23 de Julho, foi um dia intenso que carregou toda a expectativa de meses de pré produção.
Começamos a filmar com uma cena de caminhada pelo cerrado. Uma bela cena para um início. A locação é São Felix, Tocantins.
Foram 4 deslocamentos e mais de 60 pessoas, entre atores e equipe, trabalhavam com um sorriso no rosto.
Dava pra sentir o entusiasmo por começar a realizar o que vem sendo planejado há tanto tempo.

Um belo filme está por vir!

1o Dia - depoimentos from Xingu O Filme on Vimeo.



1o dia - time lapse from Xingu O Filme on Vimeo.

Time lapse. Uma tarde em 30 segundos.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Início das filmagens de Xingu

“O inicio das filmagens lembra a partida de um navio. Vamos começar a viagem!”
Cao

Início filmagens from Xingu O Filme on Vimeo.



Hoje começam as filmagens de Xingu, a mais nova produção da O2 filmes. Quem assina a direção é Cao Hamburger, do filme O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias e também da cultuada serie infantil Castelo Rá-tim-bum. Atores, equipe e o diretor estão na expectativa para recontar a saga dos Villas Bôas, sertanistas que, movidos por seus ideais, decidiram se aventurar em territórios brasileiros até então inexplorados (ou pouco explorados). Numa viagem sem paralelo na história do país, os três irmãos enfrentaram batalhas, percorreram 1000km de rios, 19 campos de pouso abertos, entraram em contato com 14 tribos indígenas, desbravaram 43 vilas e cidades, e abriram 1500km de picadas na floresta, enfrentando também muitos perigos durante sua marcha, como surtos de malaria, que totalizaram mais de 200. Claudio (interpretado no filme por João Miguel), Orlando (Felipe Camargo) e o irmão mais novo, Leonardo (vivido por Caio Blat) foram importantes personagens na construção de uma mentalidade de proteção e preservação, e, juntos, fundaram o Parque Nacional do Xingu, importante reserva ecológica e indígena. Você confere abaixo o texto em que o diretor Cao Hamburger agradece a todos que toparam participar desta jornada. Vamos começar a viagem!

Agradecimentos

A Fernando Meirelles pelo convite para desenvolver esse projeto.
A dona Marina Villas Bôas, seus filhos Noel e Vilinha, e toda a família Villas Bôas, pela confiança em nos deixar contar um ponto de vista dessa incrível história com toda a liberdade.
Aos produtores e colaboradores que vem se dedicando a essa empreitada, ajudando a tornar realidade essa obra de ficção, baseada livremente em fatos reais.

Embora a ficção nunca dê conta da realidade, principalmente em se tratando de vidas e personagens tão exuberantes, esperamos realizar um filme que divirta, emocione e faça a humanidade refletir seu destino, lançando luz novamente sobre a obra dos irmãos Villas Bôas.

Cao

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Os Atores e o Xingu

Minha missão neste filme é encontrar atores no Xingu. Nunca achei que seria difícil, mas, nunca cheguei a imaginar que eles seriam tão incrivelmente disponíveis, sensíveis e entrariam na brincadeira, no jogo com tanta verdade. Viajei pelo Xingu durante três meses, testando possíveis atores para o nosso filme em 20 aldeias e sete etnias diferentes que falam línguas distintas.
Comecei em Canarana, passei por Tanguro, Ayha, Posto Leonardo, Waura, Yawalapiti, Tuiararé, Diauarum, Itai, Sobradinho, Três Patos, Ilha Grande, Guarujá, Moitará, Capivara, Iguaçu, Maracá, Mupada. Testei aproximadamente umas quatrocentas e cinqüenta pessoas para encontrar quem viveria os personagens do nosso filme.
Morei nas casas dos índios, comi coisas que nunca imaginei comer um dia, de mingau de Pequi a lingüiça de Anta.
Principalmente encontrei o que eu procurava, os atores, através de um teste, um jogo que eles entenderam muito bem e jogaram melhor ainda.
O jogo consiste em fazer com que cada candidato conte uma história que aconteceu com ele para uma mochila com um chapéu em cima.
O placar neste jogo aumenta a partir de três curtas e simples regras: 1- acreditar que a bolsa com o chapéu é um amigo ou amiga, 2- ignorar a presença de todos que estiverem ali presentes e se relacionar apenas com o amigo (mochila com chapéu), 3- usar as mãos e aproveitar os gestos que são genuínos e só deles.
Jogo estabelecido e placares abertos, conseguimos ter a grande alegria de encontrar não só atores incríveis, inteligentes e verdadeiros, como principalmente fazer grandes e bons amigos.
Agora estamos no momento em que trazemos do Xingu para o Tocantins nossos atores. Eles ensaiam e em breve filmam.
Tudo vai bem. Estamos todos, brancos e índios, felizes.

Chico Accioly, Produtor de Elenco Indigena de Xingu.

Os atores e o Xingu from Xingu O Filme on Vimeo.






quinta-feira, 15 de julho de 2010

Tech Scout

Um scout de locações define os locais onde serão feitas as cenas de um filme.
No nosso caso, para a etapa que será filmada em Tocantins, foram 7 dias de scout na busca para encontrar os lugares mais espetaculares e que sejam propícios para as filmagens.
Acompanhe Daniela Carvalho, AD, nos contando um pouco mais e logo abaixo, Cao, Adriano, Cássio e equipe descobrindo os melhores pontos de uma locação.

Tech Scout 1 from Xingu O Filme on Vimeo.



Tech Scout 2 from Xingu O Filme on Vimeo.



segunda-feira, 12 de julho de 2010

Produção de Figurino

Sertanejos, expedicionários, índios. Estes são alguns dos personagens que a equipe de figurino deve caracterizar no filme Xingu. Como sendo um filme de época, o longa retrata um período de mais de três décadas na vida dos personagens, além disso, o figurino dos personagens precisa ser envelhecido para caracterizar o desgaste das roupas em função do longo período vivido na mata . Este trabalho minucioso é coordenado por Verônica Julian, figurinista do longa.
No vídeo abaixo, ela nos mostra um pouco da pré-produção.
São mais de 4000 peças que devem vestir todo o elenco entre principais, coadjuvantes e figurantes.
Hoje um caminhão de 7 metros chegou a Palmas com o figurino completo, pronto para as filmagens!

Produção de figurino from Xingu O Filme on Vimeo.






quinta-feira, 8 de julho de 2010

Objetos e Adereços

Em um filme de época, muito precisa ser reconstituído. Alguns objetos antigos que ajudam a contar a história não existem mais e precisam ser recriados pela equipe de arte. Os produtores de objetos, aderecistas e os artistas gráficos são os responsáveis por este trabalho de pesquisa e manufatura praticamente artesanal.Vejam o vídeo sobre o cuidadoso trabalho dessa turma.

Objetos e adereços from Xingu O Filme on Vimeo.








terça-feira, 6 de julho de 2010

Descobrindo a fotografia

Adriano Goldman, visitando as locações, fala da vida dos irmãos Villas Bôas e da aventura de refazer a trajetória dos nossos heróis.

Descobrindo a Fotografia from Xingu O Filme on Vimeo.










Adriano Goldman em teste de câmera.































Crédito das fotos: Guilherme Ramalho


terça-feira, 29 de junho de 2010

O começo

Estou trabalhando no projeto ‘Xingu’ há aproximadamente quatro anos.
Estava me preparando para participar do Festival de Cinema de Berlim, com o filme "O Ano em que meus pais saíram de férias", quando a O2 Filmes me apresentou o livro “A Marcha para o Oeste”, de Orlando e Claudio Villas Bôas. Noel Villas Bôas, filho do Orlando, foi quem os procurou dizendo que a história dos Villas Bôas estava esquecida, que as novas gerações precisavam conhecer essa história e esses caras, etc.
Minha primeira reação foi de susto.
Conhecia um pouco a história dos caras, sabia que era algo muito grandioso e ao mesmo tempo me bateu o receio: falar de heróis nacionais superficialmente, sem poder aprofundar os conflitos e as contradições humanas.
Então propus que fizéssemos uma pesquisa para entender os diferentes pontos de vista dessa história incrível, entender as ambiguidades, os dramas e todo o potencial dramático envolvido na história.
E assim começou esse projeto.
Chamamos Maíra Buhler, antropóloga e diretora de documentários, para realizar uma pesquisa inicial.
Foi o bastante para nos apaixonarmos pela incrível história dos irmãos Villas Bôas e de todos que dela participaram.
Achamos uma história repleta de aventura, drama, suspense.
Personagens complexos e instigantes e um universo de questões filosóficas, políticas e humanas.
Tudo que um bom filme precisa.

A pesquisa
Para aprofundar a pesquisa iniciada com Maíra Buhler, fomos a campo conversar com as pessoas que conviveram com os irmãos e/ou fizeram parte da saga.
Índios, brancos, amigos, não tão amigos, estudiosos, críticos, familiares.
Percorremos arquivos, lemos livros, vimos filmes e fotografias.
Fomos ao Parque do Xingu duas vezes.
Colhemos material que daria para contar muitas histórias, talvez mais de um filme.
Foi um trabalho primoroso de pesquisa.
Uma viagem no tempo e no espaço.
Por entre picadas, rios, cerrados e matas.
Conversas em bares, universidades, casas, ocas, aldeias.
Muitas línguas e culturas diferentes.
Povos que habitavam o que hoje chamamos de Brasil, muito antes de Cabral.
Nos deparamos com quem desbravou o "Brasil desconhecido" e com quem foi "invadido".
Um assunto polêmico, explosivo e extremamente contemporâneo.
Ainda hoje o embate entre o "progresso" da civilização dita civilizada e o equilíbrio sócio-ambiental das civilizações ditas primitivas está em questão no Brasil e no mundo.

Próximos passos
Bem, agora estamos em pré-produção.
Truffaut dizia que fazer um filme é fazer três filmes. O primeiro é o roteiro (nos próximos posts contarei mais sobre essa etapa). O segundo é filmar o roteiro. O terceiro é editar o material filmado. E, em cada uma dessas etapas, parece que tudo começa do zero novamente.
Estamos acabando o primeiro filme e começando o segundo filme.
Abrindo novas picadas, percorrendo novos territórios.

De algum lugar entre Brasília e Palmas-TO, 30 de junho de 2010.

Cao







Reunião de análise técnica com equipe









Equipe de direção com Caio Blat










Cao Hamburger e Caio Blat

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Direção de arte

Diferente dos filmes convencionais, “Xingu”, além de precisar ser filmado em muitos lugares em que a natureza esteja intocada, muitas locações têm de ser construídas. Quer dizer, temos que escolher um recanto, ou uma beira de rio, ou uma mata, para aí produzirmos a casa ou casas que compõe(m) um determinado set. Temos que fazer assim, pois os locais onde a história dos irmãos Villas Bôas se passa, ou não existem mais, ou foram profundamente modificados.
Desde o princípio do projeto ficou claro que não seria possível filmar tudo dentro do Parque do Xingu. Por essa razão, partimos para procurar nosso Xingu cenográfico nos estados de Mato Grosso e Tocantins. Nossa intenção é rodar o essencial no Parque e completar as filmagens em locais parecidos.
Nesta fase de pesquisa de locações, o maior problema que temos encontrado é descobrir locais onde não haja desmatamento causado pelos tratores da agropecuária, e/ou onde as cidades não tenham sujado os rios.
No fundo, ao que parece, o Brasil é um “Xinguzão”, sendo atacado por todos os lados pelo nosso progresso.
Cassio Amarante – Diretor de Arte

Direção de Arte from Xingu O Filme on Vimeo.








Mapa de arte do Posto Leonardo












Maquete do Posto Diauarum













Croquis de arte













Maquete cenográfica do Posto Leonardo















Construção do cenário do Posto Leonardo em São Félix do Tocantins












Posto Leonardo agora quase pronto